Entrada no Brasil (1967 – 1969 Simca)
Na década de 60, a Chrysler planejava uma expansão
mundial, tanto que já tinha em mãos a Simca Francesa e
o grupo Inglês Rootes (Fabricante dos modelos Hillman). Em 66
a Chrysler decidiu entrar no Brasil e a porta de entrada da Chrysler
no Brasil foi a Simca do Brasil e posteriormente a International Harvester
(Fundição situada no centro de Santo André e desativada
em 1965).
A
Simca funcionou no Brasil entre 07 de Março de 1959 a 15 de Agosto
de 1967 fabricou os Simca Chambord, Presidente, Esplanada, Regente,
entre outros, totalizando quase 51.000 automóveis fabricados.
Ocorreu que desde o final da década de 50 a Chrysler americana
já começava a absorver a empresa francesa, se tornando
acionista majoritária em 1963.
Em
Outubro de 1966 a Chrysler assumiria o controle acionário da
Simca, neste período houveram vários boatos do fim da
Simca e o início da fabricação do Plymouth Valiant,
mas a Chrysler tinha interesse em continuar com os Esplanada e Regentes,
tanto que enviou para Detroit – EUA, alguns modelos para testes,
resultando em 53 modificações aplicadas imediatamente.
Somente após as alterações, em Julho de 1967, os
Esplanadas e Regentes saíam da linha de montagem com os seguintes
dizeres nas plaquetas de identificação “Fabricado
pela Chrysler do Brasil”. Em Novembro a empresa passaria a chamar-se
“Chrysler Do Brasil S.A. Indústria e Comércio”
e posteriormente os Chrysler
Esplanada
e Regente foram reestilizados e ofereciam uma garantia de 36 mil quilômetros
ou 2 anos. Em 1968 era lançado o GTX, mas apesar dos antigos
Simca ainda terem uma boa aceitação a Chrysler encerrou
a fabricação destes automóveis em Outubro de 1969,
pois esta planejava lançar um automóvel legítimo
Chrysler e produzir caminhões (planos demonstrados pela aprovação
do governo de um empréstimo de 50,2 milhões de dólares
em 1968). A Chrysler fabricou entre 67 e 69, quase 17.500 automóveis
Esplanada, Regente e GTX deixando grandes saudades da linha Simca.
Curiosidade: A Simca do Brasil instalou-se
primeiramente em Minas Gerais, mas em alguns meses mudou-se para o Km
23 da Via Anchieta em São Bernardo do Campo – SP, ironicamente
no antigo Galpão da Brasmotor, que na década de 50 montava
os automóveis Chrysler importados em CKD e também automóveis
Volkswagen.
A venda da Simca não foi tão pacífica
para os funcionários, pois na troca de comando muitos franceses
foram mandados embora, além de vários outros funcionários.
Os dirigentes contratados pela Chrysler fecharam a empresa por 3 dias
para limpeza e demissão de funcionários. Infelizmente
os novos gerentes começaram mal, pois criticaram a Simca quanto
à qualidade e sobre o estado que se encontrava a linha de montagem.
Por mais que a Chrysler continuasse com a fabricação dos
automóveis Simca por algum tempo, o único objetivo era
ganhar dinheiro. Foi com este mesmo objetivo que a Volkswagen acabou
com a VEMAG e com a Chrysler, se foi certo ou não, somente os
dirigentes destas empresas podem responder.
Para maiores informações, visite www.simca.com.br